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MASTECTOMIA
NÃO É O FIM E PODE SER O INÍCIO DE UMA VIDA MUITO MELHOR
A
Natureza é sábia, portanto devemos
respeita-la, observa-la e conhece-la melhor
para tirarmos o proveito necessário. Quantas
vezes escutamos a frase “...depois da
tempestade vem a bonanza...”. Só quem já
passou pela experiência da mastectomia ou
acompanhou de perto quem por ela passou é que
pode avaliar esta sensação.
Primeiro
as suspeitas, os exames, a apreensão. Com a
confirmação do diagnóstico e a indicação
da mastectomia, parece que o chão some sob os
pés, fica a impressão de que o mundo acabou.
Ter um câncer e não ter uma mama é
justamente o oposto que toda mulher deseja. A
cirurgia, os possíveis tratamentos
complementares e as seqüelas são uma
tempestade que parece não ter mais fim. Porem
não podemos nos esquecer que querendo ou não,
acreditando ou não a bonanza chega, mas só
para aquelas que estão preparadas para ela,
ou seja, a “postura” frente a bonanza é
que pode determinar um recomeço, uma
verdadeira nova vida, UMA NOVA MULHER.
Não
podemos jamais nos esquecer que dialeticamente
falando, todo o fim é necessariamente o início.
Pois então inicie agora.
Lembre-se:
-
Não ter uma mama não significa não ser
mulher. A beleza, a sensualidade, a inteligência,
a simpatia, a sensibilidade, a criatividade e
todos os demais atributos de uma mulher não
estão numa parte do corpo que não se tem,
mas sim no todo o mais que se tem. Acredite e
valorize isto.
-
Assim como existem pessoas saudáveis que
teimam em viver doentiamente, também existem
pessoas “doentes” que vivem saudavelmente.
Saúde não é diagnóstico, é postura de se
saber viver. VIVA SAUDAVELMENTE.
SUGESTÕES:
-
Siga sempre as recomendações de seu médico,
em caso de dúvida consulte mais um
especialista de sua confiança.
-
Aguarde a orientação para uma possível
reconstrução mamária. Enquanto isso use uma
prótese mamária externa ou um preenchimento
de porta seios.
-
Sentir dores, adormecimentos, desconforto, ou
uma estranha sensação de
“descosturamento” (quando se abre o braço),
é normal, mas lembre-se, é só sensação,
confira com o seu médico.
-
Atenção com a postura. Tentar “esconder”
ou “proteger” a cirurgia pode alterar a
postura que se somada a tensão muscular pode
provocar dores nas costas (que não
necessariamente estão associadas à alteração
de peso pela retirada de uma das mamas).
Corrija a postura, relaxe e faça os exercícios
recomendados pelo seu médico ou
fisioterapeuta. O uso de uma prótese mamária
externa ou preenchimento de porta seios
adequado, tende a eliminar a sensação de
estar sendo “observada”, alem de dar mais
confiança na hora de se vestir.
ATENÇÃO !!
Não existe a melhor prótese mamária
externa ou preenchimento de porta seios, assim
como não existe o melhor calçado ou armação
de óculos. A mais adequada é aquela que você
experimenta e se sente bem, é confortável e
é compatível com o uso.
Não
se esqueça que o que proporciona o efeito estético
é principalmente o sutiã, o maiô ou o biquíni
adequado. A prótese mamária externa ou
preenchimento de porta seios deve ser
ventilado para não provocar suor, afinal
vivemos num país tropical. O peso deve ser
adequado, lembre-se que o peso alem de ser
desconfortável, provoca o “sulcamento” no
ombro pela pressão da alça do sutiã
dificultando a circulação linfática (a má
circulação linfática é um dos possíveis
fatores do surgimento do linfedema, EVITE-O
Observe
o comportamento da prótese mamária externa
ou o preenchimento de porta seios em situação
de repouso (deite-se de costas e veja como se
acomoda a prótese mamária externa ou
preenchimento de porta seios em relação à
mama remanescente), isto pode lhe evitar situações
constrangedoras, imagine como ficaria estranho
uma mama “esparramada” e outra
“empinada”, escolha o recurso que melhor
se comporta com relação a sua mama
remanescente.
Estas são algumas “dicas” que
podem ajudar você a viver melhor, afinal
investir e desenvolver os potenciais é sempre
muito melhor do “empacar” nas limitações.
Paulo
Iakowski Cyrillo (www.paulocyrillo.com),
é psicólogo, professor universitário, autor
de diversos trabalhos e publicações e já
acompanhou mais de 20.000 pacientes oncológicos
em sua maioria mastectomizadas.
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